Inteligência Artificial (IA)

As principais tendências tecnológicas que irão transformar os negócios até 2030

As principais tendências tecnológicas que irão transformar os negócios até 2030

À medida que avançamos para a próxima década, a transformação digital atinge um novo patamar e revoluciona a maneira como empresas operam, competem e se relacionam com seus consumidores. Estudos recentes de importantes consultorias como Gartner, IDC e Capgemini apontam para um futuro moldado por inteligência artificial (IA), agentes digitais, confiança digital e uma forte necessidade de adaptar estratégias corporativas frente a rápidas mudanças tecnológicas e geopolíticas. Neste artigo, reunimos as principais tendências que impactarão diretamente os negócios até 2030.

1. Inteligência artificial como motor central da transformação

A IA se consolida como protagonista em diversos setores. Segundo a Gartner, até 2028, mais de 40% das empresas líderes utilizarão plataformas de supercomputação com IA específicas, como GPUs e ASICs, para processar operações críticas. Já a IDC destaca que, até 2030, 45% das organizações vão incorporar agentes de IA em escala, operando de forma integrada em várias funções do negócio.

Com o crescimento da IA agentiva, novas plataformas permitirão a orquestração de agentes autônomos capazes de executar tarefas complexas, tomar decisões e interagir com diferentes stakeholders da empresa. Esta tendência permitirá redefinir o trabalho humano, a estrutura organizacional e até os modelos de negócios existentes.

2. Plataformas nativas de desenvolvimento com IA

Tanto Gartner quanto IDC projetam mudanças profundas no desenvolvimento de software. Com o uso de IA generativa, equipes menores e multidisciplinares serão capazes de entregar soluções mais ágeis, substituindo modelo tradicionais de grandes times de desenvolvedores. Até 2030, cerca de 80% das empresas deverão adotar essas novas abordagens.

3. Segurança e transparência na era da IA

Com a crescente adoção de soluções baseadas em IA, aumenta também a preocupação com segurança e governança. Surgem então as plataformas de segurança para IA, que atuam como instâncias centrais para proteger modelos, dados e interações contra ataques específicos como injeção de prompts ou ações maliciosas de agentes.

A confiança digital torna-se essencial. Ferramentas de proveniência digital como SBoM (Software Bill of Materials), marcas d’água digitais e bancos de dados de declaração serão cruciais para validar autenticidade e integridade de aplicativos, códigos e conteúdos usados por empresas, especialmente em setores regulados.

4. Ambientes físicos e digitais cada vez mais conectados

A Capgemini aponta que consumidor e tecnologia caminharão juntos rumo a uma jornada ‘figital’, com cada vez menos barreiras entre os mundos físico e digital. A presença de assistentes digitais autônomos que acompanham os usuários ao longo do dia, por comando de voz ou gesto, é uma forte tendência. Essa integração acontece de forma quase invisível, tornando a IA parte natural do cotidiano.

Um exemplo prático são os sistemas de autoatendimento com visão computacional, que identificam e corrigem falhas automaticamente. Ao mesmo tempo, plataformas como ChatGPT e Perplexity já afetam diretamente o comportamento de compra ao fornecer comparações de produtos, avaliações e recomendações personalizadas.

5. Confiança, privacidade e ética como diferenciais competitivos

Com consumidores cada vez mais exigentes em relação ao uso de seus dados, a transparência e o respeito à privacidade serão vantagens competitivas. Empresas que investirem em políticas éticas, comunicação clara e abertura sobre o funcionamento de seus sistemas de IA tendem a conquistar e manter essa confiança valiosa do público.

Segundo os especialistas da Capgemini, esse será o bem mais precioso do varejo e outros setores: “A confiança é difícil de conquistar e fácil demais de se perder”, afirma um dos porta-vozes. Isso inclui desde práticas de coleta e uso de dados até o tipo de suporte que IA oferece nas interações com o consumidor.

6. Marcas próprias e reconfiguração do consumo

Outro movimento importante observado por Capgemini é o crescimento das marcas próprias. Antes vistas como alternativas mais acessíveis, elas estão ganhando protagonismo graças à qualidade percebida pelos consumidores e à valorização de experiências mais personalizadas e transparentes. A IA contribui nesse processo oferecendo recomendações baseadas em comportamento e contexto, o que eleva o engajamento e fidelização.

7. Reações geopolíticas e arquitetura tecnológica regionalizada

Com os conflitos econômicos e políticos em alta, empresas tendem a buscar mais soberania digital. O chamado geo-patriotismo impulsiona mudanças de infraestrutura: até 2030, a Gartner estima que mais de 75% das companhias na Europa e no Oriente Médio migrarão dados e operações para nuvens regionais, minimizando riscos geopolíticos.

8. Novos modelos operacionais e precificação

Com IA substituindo tarefas manuais e automatizáveis, o modelo tradicional de precificação baseado em número de usuários tende a perder espaço. Até 2028, segundo a IDC, 70% dos fornecedores precisarão reformular suas propostas de valor, adotando métricas que levem em conta produtividade, resultados alcançados e uso efetivo da IA nas operações.

Conclusão

As próximas transformações não serão apenas técnicas, mas profundamente humanas e estratégicas. A forma como líderes e gestores integrarão IA, segurança, confiança e ética em suas organizações determinará quais empresas apenas sobreviverão e quais prosperarão nos próximos cinco anos. Competitividade, inovação e transparência estarão no centro dessa nova era digital – que já começou.

E você, acredita que sua empresa está preparada para essas novas tendências lideradas pela inteligência artificial? Conte para nós nos comentários!

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